15MAI24 – Com o anunciado início de operações da easyJet entre Lisboa e o Sal constituindo uma verdadeira “lança em África” – quatro voos semanais a partir de Lisboa e dois do Porto – impõe-se saber como caiu a notícia entre os hoteleiros do destino. Em entrevista ao Opção Turismo, o CEO do grupo Oásis Atlântico, Alexandre Abade, que gere seis unidades em Cabo Verde.
Opção Turismo – Como recebeu a notícia do início de operações da easyJet para Cabo Verde?
Alexandre Abade – Recebemos com satisfação a abertura de novas rotas aéreas para Cabo Verde. Para um destino insular a conetividade é crítica. Ter a easyJet a voar para o Sal é importante não só pelo número de lugares que adiciona ao destino, mas também pelo aumento da notoriedade que proporciona a Cabo Verde e pelo estimular da concorrência sobre outras companhias aéreas de voos regulares.
Opção Turismo – Pode alterar o perfil do mercado, como seja trazer clientes diretos?
Alexandre Abade – Considero que poderá trazer alguns clientes diretos ao destino, diversificando as origens das reservas, mas estou convencido que o mesmo manter-se-á, no essencial, um destino programado pela tour operação com vendas feitas através das agências de viagem, modelo que a Oásis tem apoiado desde a primeira hora. Sabemos da importância dos nossos parceiros e das nossas parcerias e vamos continuar a construí-lo em conjunto nos próximos anos, aproveitando ao mesmo tempo as novas oportunidades que novos voos adicionam ao Sal e a Cabo Verde.
Opção Turismo – E, eventualmente, melhorar o preço médio quarto?
Alexandre Abade – Na medida em que gere algumas vendas diretas, isso traduz-se naturalmente numa melhoria do preço médio. Contudo, tal como referi na questão anterior, penso que o perfil do destino não se alterará radicalmente com os novos voos, antes se expandirá alargando o horizonte potencial de origem de reservas para hotéis e não só.
Opção Turismo – Que expectativas tem relativamente a esta operação?
Alexandre Abade – Temos a expectativa de que a introdução de uma maior competitividade nas viagens de e para Cabo Verde seja positiva para o destino, não só para a Ilha do Sal, mas para Cabo Verde como um todo. Do sucesso desta operação poderão resultar operações semelhantes para outras ilhas, dinamizando o tráfego aéreo e promovendo o aumento do turismo para o país.










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