Antes mesmo da definição de que a COP31 seria realizada na Turquia, o país que sediará a COP32 já havia sido anunciado. A Etiópia foi confirmada como anfitriã da Cúpula Climática das Nações Unidas de 2027 durante as negociações em Belém, no Brasil.
A decisão foi tomada após três reuniões entre os negociadores africanos, incluindo uma durante a COP30. Richard Muyungi, presidente do Grupo Africano de Negociadores (AGN) e enviado climático da Tanzânia, explicou que “apenas a Etiópia apresentou uma solicitação formal”.
Inicialmente, Nigéria e Etiópia haviam manifestado interesse em sediar o evento. No entanto, os negociadores africanos relatam que a Nigéria recuou no último minuto em Belém.
COP32 em Adis Abeba
Segundo fontes presentes nas negociações, o AGN avaliou que a Etiópia possui melhores instalações e estava melhor preparada para receber a COP32 do que a Nigéria. Um oficial do governo etíope confirmou o apoio do grupo africano à candidatura de Adis Ababa, capital da Etiópia, durante a cúpula em 11 de novembro.
Com a escolha da Etiópia, a África sediará sua sétima COP do Clima. A primeira foi a COP2, no Zimbábue. O continente já recebeu cúpulas climáticas em diferentes regiões:
- Norte da África: três vezes – Marrocos (COP7 e COP22) e Egito (COP27)
- Sul da África: Zimbábue (COP2) e África do Sul (COP17)
- África Oriental: Quênia (COP12) e agora Etiópia (COP32)
A África Ocidental e a África Central permanecem como as únicas regiões do continente que ainda não sediaram uma cúpula climática da ONU, situação que seria alterada caso a COP32 fosse realizada na Nigéria.
Por que isso é importante?
Para os países africanos, sediar essas conferências é estratégico: o continente contribui com menos de 4% das emissões globais, mas está entre os mais atingido por secas, enchentes e insegurança alimentar.
A Etiópia terá a responsabilidade de liderar discussões cruciais sobre financiamento climático em 2027, especialmente sobre adaptação e o Fundo de Perdas e Danos — temas prioritários para os países africanos que enfrentam os impactos mais severos da crise climática.
Fonte: EXAME News










Deixe um comentário